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fernandosoares_05-03-2026

ÚLTIMOS FLASHES DA AULA INAUGURAL DA ESA-OAB/MS

 

 

Fotos: Gabriel Santos

O advogado João Pedro Paes de Campos com o secretário-geral da OAB/MS, Luiz Renê, e Tiago Bunning

 

Os advogados, em Costa Rica, Averaldo Barbosa e Gustavo Cabreira

 

O juiz eleitoral do TRE-MS Fernando Estrada com os advogados Ewerton de Brito e Alberi Dehn

 

Os advogados Lauane Andrekowisk Volpe e Luiz Henrique Volpe

 

Os advogados Flávio Jacó Chekerdemian Júnior e Thiago Melim Braga

 

Os advogados Bruno Azambuja e o pai, Walfrido Azambuja

 

Os advogados Daniel Castro e Dado Cury

 

Os advogados Pedro Gonçalves e a esposa, Silmara Salamaia Gonçalves

 

 

 

ADEUS
Campo Grande amanheceu mais silenciosa ontem. Aos 63 anos, o jornalista Celso Bejarano nos deixou, vítima de uma insuficiência cardíaca, dessas partidas que parecem erro de revisão no texto da vida. Repórter incansável do Midiamax, Celso fez do jornalismo investigativo uma trincheira elegante: apurava com rigor, escrevia com coragem e publicava com responsabilidade. Era daqueles profissionais raros que honram a notícia e dignificam a profissão. Deixa lacuna difícil de preencher nas redações e no coração dos que tiveram o privilégio de sua convivência. Que Deus ilumine seu caminho pelo universo e, que as estrelas reconheçam, desde já, a luz de um grande jornalista.

 

INTERIOR
Prefeitos do interior seguem peregrinando por recursos, enquanto anúncios grandiosos se concentram na Capital. Descentralizar no discurso é fácil. Difícil é descentralizar o orçamento.

 

TRANSPARÊNCIA
Há órgãos públicos que divulgam números com orgulho, mas evitam explicar os detalhes. Transparência não é só publicar planilha, mas permitir que a sociedade entenda o que está lendo.

 

NO RETROVISOR
Tem gente ocupando cargo técnico com a cabeça já na urna. Reunião administrativa virou pré-campanha disfarçada. Em MS, o calendário eleitoral começa sempre um ano antes e termina um ano depois.

 

BASTIDORES
Em 2026, todo mundo é aliado, todo mundo é parceiro, todo mundo é amigo de longa data. Até ontem, eram adversários ferozes. Em MS, a memória política anda mais curta que discurso de campanha. Ideologia, por aqui, anda flexível; o que não se dobra é o interesse eleitoral.

 

DESENVOLVIMENTO
Fala-se muito em crescimento econômico, mas ele ainda parece escolher CEP. Enquanto alguns bairros ganham asfalto novo e iluminação de LED, outros continuam convivendo com promessas recicladas de campanha.

 

BOLSO
Todo ano, neste período, é aquele sufoco. Já viram o preço do material escolar, dos tênis etc.? Fazer o quê? Tem que se virar, porque o importante é estudar.

 

CONHECER PARA PROTEGER
O 1º Congresso Mulheres que Defendem Mulheres, no próximo dia 07, às 8h, na Adepol, nasce como um chamado coletivo: tirar o enfrentamento da violência de gênero do discurso e colocá-lo, de vez, na prática. Com nomes como Carla Charbel Stephanini, Fernanda Barros Piovano, Taís Soares Vieira Ferretti e Clarissa Carlotto Torres, o evento reunirá mulheres que vivem, todos os dias, a linha de frente da proteção. Mais que palestras, um gesto de responsabilidade social. Porque, como bem resume o lema do Congresso: conhecer ainda é a melhor forma de se defender.

 

PRECEDENTES
Uma decisão que ecoa segurança jurídica e respeito às regras do jogo. O Tribunal de Justiça de MS reafirmou, no julgamento do agravo de instrumento da Log Engenharia Ltda, que contrato público não é terreno de improviso. Ao garantir o imediato reequilíbrio em favor da construtora, diante da mudança indevida da alíquota de ISS de 2% para 5% pelo Município de Caracol, a Corte preservou o princípio constitucional do equilíbrio econômico-financeiro. Mais que uma vitória jurídica, um recado claro: edital vincula, proposta respeita parâmetros objetivos e a Administração não pode alterar unilateralmente aquilo que sustentou a contratação. Um precedente firme que fortalece a confiança nas relações públicas e protege quem investe e trabalha pelo desenvolvimento.

 

PENSAMENTO DO DIA
Muitas pessoas fracassam porque tentam copiar outras, sem perceberem que cada um de nós recebe uma folha única, com questões diferentes.


NA LEMBRANÇA
Há 22 anos, numa suíte do Copacabana Palace, hotel fundado por sua família e posteriormente vendido, morria o playboy Jorginho Guinle, aos 88 anos. Carioca tradicionalíssimo, agitou o Rio, Nova York, Hollywood e outras cidades por onde passou com seu estilo. Sem nunca ter trabalhado, ele gastou uma fortuna incalculável na vida. Um ano antes de morrer, disse esta frase: "Vivi demais. Achei que ia viver 80 anos. Estou com 87. Me ferrei".