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fernandosoares_05-05-2026

PROCESSOS
Enxurradas de ações já batem na porta da Justiça depois do fiasco no acesso ao show da banda Guns N’ Roses. Entre congestionamentos quilométricos e uma desorganização digna de bis, muita gente ficou do lado de fora, com ingresso na mão e frustração no bolso. Não são poucas as demandas e pelo visto, o verdadeiro espetáculo, agora, será nos tribunais.

 

NOVOS RUMOS
Na sexta-feira, o Consórcio Guaicurus, da família Constantino, confirmou a saída de Themis de Oliveira do cargo de diretor-presidente, movimento que a coluna já havia antecipado. Para o posto, retorna João Rezende, velho conhecido da casa, reassumindo o comando da operação.

 

SAUDADE
O velório do empresário Ivan Paes Barbosa, 92, realizado no sábado, foi digno de aplausos, à altura de sua trajetória. Na elegante sede da TV MS Record, em Campo Grande, o corpo foi velado com requinte e organização. Tudo carregado de um certo glamour, exatamente como ele era em vida.

 

TRISTEZA
Corumbá e região pesarosas. A jovem e talentosa violinista Vitória Elisany, de 19 anos, aluna do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano e musicista da Orquestra de Câmara do Pantanal, perdeu prematuramente a vida. Estava indo para uma apresentação na Bolívia, sentiu-se mal e voltou para ser internada, primeiro, em Corumbá, depois, em Campo Grande. Tinha complicações graves no apêndice e não resistiu.

 

CONTA INEXATA
Parlamentar mudou de partido acreditando ser a última bolachinha do pacote e só agora, tarde demais, descobriu que vai servir de escada para outro subir até o Palácio Guaicurus. Cálculos do próprio partido jogam com a eleição de apenas um de seus candidatos.

 

BAQUE NO AGRO
Em cinco dias, a 31ª Agrishow de Ribeirão Preto (SP) recebeu 197 mil visitantes. As intenções de negócios somaram R$ 11,4 bilhões – 22% a menos que em 2025. No evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou que o Planalto liberou R$ 10 bilhões de crédito para máquinas e implementos agrícolas. O presidente da feira, João Marchesan, afirmou otimista que os investimentos no agronegócio não param.

 

PRATAS DA CASA I
Na quarta-feira, 29, a atacante Patrícia Sochor, do Fluminense, fez 32 anos. De Iguatemi, ela é uma das craques exportadas por Mato Grosso do Sul para o futebol brasileiro e mundial. Depois do Comercial, passou por vários clubes, entre os quais, Vasco, Osasco Audax, Ferroviária, Palmeiras, Santos e o Huelva, da Espanha. Tem dois títulos na Libertadores, com o Ferroviária, em 2020, e Palmeiras, em 2022.


PRATAS DA CASA II
A douradense Amanda Ferreira, 28, morou e jogou futebol em Campo Grande e Chapadão do Sul, na adolescência. Depois, defendeu o Bahia e clubes europeus na Polônia e Turquia, onde foi um dos destaques do Galatasaray. Casou-se com o jogador Anderson Cordeiro, do Votuporanguense, e mudou-se, em 2025, para Votuporanga (SP), onde interrompeu a carreira para dedicar-se ao filho do casal.

 

DITO EFEITO
"Sem dúvida, talento é uma riqueza, então, por que quem trabalha com poesia vive na pobreza? Por que profissionalizar o ofício de escritor é uma batalha?” (De Luciene Carvalho, poetisa corumbaense, atual presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, em 13 de agosto de 2015, quando se tornou a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na instituição).  

 

Em família: Gabriel, Carolina, a vice-prefeita da Capital, Camilla Nascimento (sem partido), Bianca e o pai, juiz de Direito, Atílio de Oliveira.

 

PENSAMENTO DO DIA
No Congresso, promessas dançam conforme o vento… e o povo paga a música sem nunca escolher a trilha.

 

 

Fotos: Gabriel Santos

Kelly Santos e o empresário Lauriney Santos

 

Raphael Cance com Bela Galdioli e os médicos Maria Cecília Trad e o marido, Alexandre Gonfiantini

 

Os empresários André Luís Santos e Fúlvio de Moraes Barbosa

 

Cinthia Samudio e o marido, Vítor Eugênio Tatão

 

Divulgação

Às margens do lendário rio Mississippi, na charmosa Cape Girardeau, o desembargador e corregedor-geral de Justiça do TJMS, Ruy Celso Florence, levou o pensamento sul-mato-grossense e do Brasil além-fronteiras. A convite da Universidade Estadual de Missouri, participou de uma conferência internacional na qual entrelaçou Direito, tecnologia e democracia. Falou sobre crimes cibernéticos que, invisíveis como o vento, podem soprar dúvidas sobre eleições, abalar a confiança nas instituições e turvar a liberdade do voto, tema que inquieta tanto o Brasil quanto os Estados Unidos. Com a serenidade de quem compreende o tempo, Florence defendeu conceitos, alertou para a urgência legislativa e semeou a necessidade de educação coletiva. Porque, no mundo digital, proteger a democracia é também ensinar a enxergar o invisível. Na foto, o desembargador Ruy Celso Florence com o professor doutor James Newman, laureado da Universidade de Missouri e coordenador do evento.

 

NA LEMBRANÇA
 O marechal Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em 5 de maio de 1865, em Mimoso, no Mato Grosso. Sertanista, geógrafo e professor, ele fez os primeiros contatos com indígenas isolados e fundou o Serviço de Proteção ao Índio, em 1910, entidade-mãe da atual Fundação Nacional do Índio (Funai). Um dos grandes artífices da demarcação das fronteiras brasileiras, Rondon também inaugurou o Museu do Índio, em Botafogo, Rio de Janeiro, no ano de 1953, com peças doadas pelos Bororó, de Mato Grosso. Seu lema inspirador encerra a coluna de hoje: "Morrer, se preciso for; matar, nunca".