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NOVE POR UM
Bastou uma rápida olhada na lista de alguns pré-candidatos
para perceber-se que há gente entrando na disputa apenas
para cumprir tabela. Falta voto, falta densidade política e,
em alguns casos, falta até motivo para acreditar na própria
candidatura. Nos bastidores, a avaliação é de que
determinado partido conseguiu reunir um verdadeiro “time de
figurantes” na corrida por uma vaga à Câmara Federal. A
ironia que circula é impiedosa: se os nove nomes se juntarem
não farão um candidato competitivo. Do jeito que está, há
quem diga que o maior adversário não será o concorrente, mas
a matemática das urnas. |
CHAPA ENCORPADA
Nos bastidores da política, a avaliação é de que o Avante montou uma
chapa competitiva para a disputa de deputado estadual. Com 23
indicações na nominata, o partido alcança o número considerado
suficiente para formar uma legenda consistente. O principal
beneficiado pode ser o deputado estadual e primeiro-cavalheiro da
Capital, Lídio Lopes, que passa a ter um cenário mais favorável na
busca pela reeleição. A matemática das urnas dirá se a estratégia
foi a correta.
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DISPUTA
A sucessão ao Governo de Mato Grosso do Sul também já começa
a ganhar forma. Até o momento, cinco candidaturas estão
praticamente confirmadas: A do governador, Eduardo Riedel
(PP), que buscará a reeleição; a de Fábio Trad (PT); do
economista Renato Gomes (DC); de Lucien Rezende (PSOL) e a
de Jefferson Bezerra (Agir). Hoje, o Partido Novo deve
homologar o nome de João Henrique Catan. A tendência é de
uma campanha marcada por fortes debates, diferentes projetos
de Estado e a tradicional polarização que costuma dominar as
grandes disputas eleitorais.
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SETE NA DISPUTA
A corrida por uma das duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul
começa a ganhar contornos bem definidos. Até o momento, sete
candidaturas estão praticamente confirmadas: Luiz Lemos (DC), Daniel
Júnior (Agir), Beto do Movimento (PSol/Rede), Vander Loubet (PT),
Capitão Contar (PL), Reinaldo Azambuja (PL) e Soraya Thronicke
(PSB). Com tantos nomes de peso e perfis distintos, a disputa
promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos, exigindo
estratégia, fôlego e muito voto para conquistar um lugar na Câmara
Alta.
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ELES & ELAS I
Antes de ir a Flávio Bolsonaro (PL), a senadora Tereza
Cristina (PP) já estaria sabendo que seu partido não a
autorizaria a ser vice do filho número 1 de Jair Bolsonaro.
O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, quer ter na
manga uma carta para jogar com Lula se o presidente for
reeleito. É… Tereza Cristina foi a Roma e viu o Papa, mas
não houve ceia.
ELES & ELAS II
O não do PP à liberação da senadora Tereza Cristina para
vice de Flávio Bolsonaro (PL) e a desistência de Nelsinho
Trad (PSD) da reeleição ao Senado são vistos como fatos
positivos pela direita guaicuru. A avaliação otimista é
esta: o palanque de Eduardo Riedel (PP) amplia sua
capilaridade eleitoral para outubro de 2026 e ainda semeia
vigorosas raízes para a sucessão campo-grandense de 2028.
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COINCIDÊNCIA?
Depois da repercussão das declarações do presidente Lula sobre a
Guerra do Paraguai, eis que uma curiosa coincidência surgiu no
Festival Bonito CineSur: o filme ¿Quién Mató a Narciso?, de Marcelo
Martinessi, sobre a ditadura paraguaia de Stroessner, acabou
consagrado como o grande vencedor da categoria de Melhor Longa
Sul-Americano. Há quem diga que foi apenas o talento da produção.
Outros preferem brincar que o tema envolvendo o país vizinho acabou
entrando de vez na pauta. Coincidência ou não, o Paraguai saiu do
debate político direto para o tapete vermelho.
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PATINANDO I
Mal começaram a circular pelas ruas de Campo Grande e as
patinetes elétricas já enfrentam um velho problema: o
vandalismo. Das 400 unidades disponibilizadas pela empresa
Jet em caráter experimental, cerca de 40 já foram alvos de
depredação. Um número que assustou a empresa, justamente em
uma fase de avaliação do serviço.
PATINANDO II
Depois, quando investimentos deixam de vir para a cidade,
sempre aparece quem pergunta o motivo. A resposta, muitas
vezes, está no comportamento de uma minoria que insiste em
estragar o que é de todos. |
CANALHAS?
Durante a convenção do Republicanos, em Campo Grande, a vereadora de
Dourados Isa Marcondes, 47, ao apresentar-se como candidata a
deputada federal, elevou o tom do discurso. Disse que entra na
disputa para mudar a política sul-mato-grossense e “colocar os
canalhas para trabalhar”. A declaração repercutiu imediatamente nos
bastidores, já que foi interpretada como um duro recado à classe
política do Estado. Agora resta saber quem vestirá a carapuça. |
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Fotos: Gabriel Santos

O candidato ao Senado pelo PL Reinaldo
Azambuja e o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande,
vereador Papy (PSDB)

O secretário de Governo e Relações
Institucionais da Capital, Ulisses Rocha, e o coordenador político
do PL/MS, Marcus Vinícius Saucedo Perez, carinhosamente chamado de
Markito

O secretário de Governo e Gestão
Estratégica de MS, Rodrigo Perez, e o candidato a primeiro suplente
de senador do Capitão Contar (PL), Cláudio Mendonça

O delegado de Polícia Civil Bruno
Urban e o pecuarista Bruno Pedrossian

O secretário-chefe da Casa Civil do
governo de MS, Walter Carneiro, com o vice-governador de MS, José
Carlos Barbosa (Republicanos), e o deputado estadual Oswaldo Mochi
Júnior, o Júnior Mochi (MDB)
PENSAMENTO DO DIA
Às vezes, você está contando seus sonhos para quem não quer ver você
vencer.
NA LEMBRANÇA
Nascido João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, no
dia 5 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, o jornalista contista e
teatrólogo João do Rio foi uma destas figuras emblemáticas da antiga
capital do Brasil. Boêmio e bem-humorado, Paulo Barreto ou João do
Rio (ou Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude etc.)
morreu aos 39 anos. Na época, dirigia o jornal A Pátria,
fundado por ele mesmo, e era membro da Academia Brasileira de
Letras. Tradutor de Oscar Wilde, escreveu os livros Dentro da
Noite, A Mulher e os Espelhos, Crônicas e Frases de Godofredo de
Alencar, A Alma Encantadora das Ruas, Vida Vertiginosa, Os Dias
Passam, As Religiões no Rio e Rosário da Ilusão. Um de
seus últimos escritos, feito na véspera de sua morte, fecha a coluna
de hoje: "Eu apostaria a minha vida… dois anos ainda, se houver
muito cuidado, segundo o Rocha Vaz, o Austregésilo, o Guilherme
Moura Costa e outras sumidades…" |