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A CADEIRA E A PRISÃO
Alir Terra está presa preventivamente no âmbito da Operação
Antidotum, do MPMS, que investiga suspeitas de fraudes na
Santa Casa de Campo Grande. Agora, uma pergunta começa a
circular pelos corredores da instituição: se vier a
liberdade, será que ela continuará querendo a cadeira de
presidente? Porque, diante da dimensão das suspeitas e do
abalo provocado na imagem da Santa Casa, talvez o gesto mais
forte fosse renunciar ao comando e deixar a instituição
respirar. A defesa nega que ela tenha cometido ilícitos e
deverá buscar a revogação da prisão, mas uma coisa é
certa: a Santa Casa não pode ficar refém de uma cadeira, nem
uma cadeira pode valer mais que a credibilidade de uma
instituição centenária. |
INDIGNAÇÃO NA SANTA CASA
As investigações conduzidas pelo Gecoc/Gaeco na Santa Casa de Campo
Grande vêm causando indignação e perplexidade na sociedade. Nós, que
tantas vezes estivemos de prontidão para ajudar a instituição,
sentimos um gosto amargo de decepção diante das revelações que
vieram à tona. A Santa Casa é patrimônio da população e merece
transparência, respeito e, acima de tudo, credibilidade. Diante
desse cenário, fica uma pergunta que ecoa entre aqueles que sempre
defenderam a entidade: Alir Terra pode realmente voltar ao comando
da Santa Casa? Para muitos, seria um absurdo e um retrocesso. A
sociedade quer respostas e quer que a instituição volte a ser
sinônimo de confiança.
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GUERRA NAS ESTRELAS I
O empresário Urandir Fernandes, 63, deu um baita tiro nos
próprios pés. É o mínimo que se pode inferir do ufólogo que
inventou o ET Bilu e criou uma vila de pesquisas e contatos
extraterrenos em Corguinho. Entrou com 14 ações judiciais
contra jornalistas e órgão de imprensa que contestam seus
achismos que, mesmo sem base científica, arrastam muitos
seguidores.
GUERRA NAS ESTRELAS
II
Em paralelo, a Justiça Federal de Mato Grosso proibiu o
Instituto Dákila Pesquisas de fazer incursões na terra
Indígena Kayai para a realização do que seriam estudos sobre
a suposta cidade de Ratanabá. A lenda urbana, sem base
científica, diz que há cerca de 450 milhões de anos essa
cidade teria sido habitada pela civilização Muril. |
SAUDAÇÃO EQUINA
Diz o antigo ditado que quem fala demais dá bom dia a cavalo. Pois é
o que está ocorrendo no âmbito de bastidores policiais e políticos
pelos quais se desenrolam investigações sobre trambicagens
milionárias na área de saúde em Mato Grosso do Sul. Verifica-se que
as operações especiais na Central Estadual de Regulações e na Santa
Casa chegaram à ponta de um gigantesco iceberg. De mamando a
caducando, de súditos a majestades, parece que vêm mais escândalos
por aí.
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MADRINHAS CONSTRANGIDAS
As 30 madrinhas que deram o rosto, o nome e o prestígio para
arrecadar recursos em jantares e leilões em benefício da
Santa Casa de Campo Grande certamente estão vivendo um
momento de constrangimento diante das denúncias reveladas
pelo Gecoc/Gaeco envolvendo a presidente Alir Terra e seu
ex-sócio de escritório de advocacia. Quem ajuda uma
instituição filantrópica acredita estar contribuindo para
uma causa nobre e não para alimentar dúvidas e suspeitas.
Agora, resta esperar que as investigações esclareçam tudo e
que a verdade apareça, doa a quem doer. Eita, Brasil
cansativo! |
BODAS DE PÉROLA
Há amores que o tempo não desgasta, lapida. Assim como a pérola, que
nasce de um pequeno grão e transforma-se em joia, a história
de Toninho Tibúrcio e Mônica Tosi chega aos 30 anos revestida de
cumplicidade, carinho e muitas lembranças. No dia 25 de setembro, na
residência do casal, a celebração será para brindar não apenas três
décadas de casamento, mas a beleza de uma vida construída a dois,
com amor, companheirismo e a certeza de que algumas histórias ficam
ainda mais bonitas quando o tempo passa.
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ESQUECIDA? I
Com quase 100 mil habitantes e ocupando o quarto lugar entre
as cidades mais populosas de Mato Grosso do Sul, Ponta Porã
vive um curioso e preocupante vazio de representação
política: há 32 anos, não elege um deputado federal e há 12
anos, está sem deputado estadual.
ESQUECIDA? II
Uma cidade daquele tamanho, com tanta importância econômica
e estratégica na fronteira, não deveria estar elegendo
apenas cabos eleitorais de outras regiões. Talvez
esteja na hora de a população fronteiriça unir forças, olhar
para dentro de casa e perguntar-se: até quando vamos mandar
votos para fora e receber migalhas de representação de
volta? A urna também pode ser um instrumento de cobrança. |
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Fotos: Gabriel Santos

O competente presidente da Cassems,
Ricardo Ayache, e o vice-governador de MS, José Carlos Barbosa
(Republicanos)

A empresária Alessandra Fernandes e
o marido, sócio-proprietário da BR Log, Madson Fernandes

A candidata a deputada federal Rose
Modesto (União Brasil) e o empresário Gustavo Faria Santos, o
Baiano

Michelle e o empresário e
engenheiro civil Luciano Teixeira

O empresário Renê Fernandes e a
esposa, Luciana Fernandes
PEGOU MAL
Depois do presidenciável Augusto Cury (Avante), que mentiu ser
professor da Universidade de São Paulo, tem alguém mais aí mentindo
no currículo? Tipo assim: dizendo que trabalhou na corte britânica
para enganar os súditos trouxas do chamado Brasil?
PENSAMENTO DO DIA
A vitória vem para quem luta. O milagre vem para quem tem fé. E a
recompensa vem para quem confia.
NA LEMBRANÇA
O poeta angolano António Agostinho Neto completaria, hoje, 104 anos.
Nascido em uma pequena aldeia perto de Luanda, ele era também um
militante político que trabalhou ativamente pela emancipação de
Angola e por isto foi preso várias vezes. Fundador do Movimento
Anticolonial e presidente do Movimento Popular para Libertação de
Angola, acabou sendo o primeiro presidente do país. Uma de suas
frases mais famosas é esta: "Eu vivo nos bairros escuros do mundo,
sem luz nem vida". Agostinho Neto morreu em 9 de setembro de 1979,
em Moscou, vítima de um câncer. |