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fernandosoares_07-10-2026

FICARÁ ASSIM 
O deputado estadual Jamilson Name (PP) obteve 35.211 votos e só não entrou na lista dos eleitos por estar sub judice em decisão monocrática dada na sexta-feira, 02, pelo ministro do TSE Sebastião Reis Júnior, que indeferiu o registro de sua candidatura. O fato é que o parlamentar recorreu da decisão e caso se reverta em plenário, a recontagem dos votos será feita. Com a redistribuição dos 35.211 votos no bolo, das nove vagas alcançadas pelo PL, eles perderão uma, saindo o deputado Márcio Fernandes. Já teve julgado semelhante ao de Jamilson, em que o parlamentar retornou ao cargo.

 

DEMANDAS 
O cardiologista Ricardo Ayache, presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de MS), entrou no último trimestre do ano acumulando vitórias. Em Corumbá, reagiu firme e desmontou ataque de fake news que tentava intrigá-lo denunciando problemas para inaugurar-se a UTI do hospital do plano de saúde. A falsa notícia caiu por terra. Agora, o Tribunal de Justiça de MS derrubou a decisão liminar que impedia o reajuste no valor da contribuição paga pelos cônjuges de segurados. 

 

PENDÊNCIAS 
Algumas candidaturas que concorreram sub judice continuarão com problemas para as eleições municipais de 2028. Isso porque enquanto não se esgota o direito ao recurso, as pessoas que estão sendo julgadas não podem ser impedidas de concorrerem. 

 

PÉSSIMO EXEMPLO 
No domingo, escolas de todo o Brasil foram abertas para os cidadãos votarem e escolherem seus representantes e não, como diz uma postagem infame que circula pela internet, "escolherem seus ladrões”. Além de ofender futuros administradores, ofende também o povo, que tem direito ao voto e à escolha de cada um. Mais uma manifestação e uma visão distorcidas dos direitos democráticos, visão de quem faz da política uma maldita máquina de ódio, um poço de revolta pela não eleição de seus escolhidos, pelo não respeito à diversidade de opiniões. Generalizar as coisas não é um mal necessário, mas um mal que deve ser eliminado. 

 

OLHO VIVO NA URNA I 
Aos candidatos e aliados que, na reta final da eleição, resolveram transformar dinheiro em argumento eleitoral, fica o alerta: a urna terminou no domingo, mas a Justiça Eleitoral continua trabalhando. Quem foi comprovadamente flagrado comprando votos, seja candidato ou integrante de campanha com participação ou anuência do beneficiário, poderá responder pelos atos praticados.


OLHO VIVO NA URNA II 
A legislação prevê, para a captação ilícita de sufrágio, multa e cassação do registro ou diploma. E para quem imagina que uma vitória nas urnas apaga o pecado cometido durante a campanha, a Justiça Eleitoral tem outra resposta. O mandato não é salvo-conduto para quem tentou comprar a vontade do eleitor. Agora é aguardar as provas e deixar a Justiça fazer o seu trabalho, porque voto tem dono: o eleitor! 

 

DOENÇA 
Uma das 15 pessoas presas na Operação Gutenberg, a empresária Rossana Paroschi Jafar alegou sofrer de epilepsia e obteve o benefício da prisão domiciliar. Tudo bem. Mas ela é recorrente em denúncias com a mesma natureza: desvio de verbas públicas. Está usando tornozeleira. 

 

HORA DE REFLETIR I 
Para muitos nomes que entraram na disputa eleitoral sonhando com uma votação expressiva e terminaram diante de um resultado muito abaixo do esperado, talvez seja hora de parar, respirar e fazer uma reflexão sincera. Não adianta colocar a culpa no eleitor, na campanha, nos adversários ou nas circunstâncias.


HORA DE REFLETIR II 
Na solidão do travesseiro, talvez valha perguntar a Deus: o que eu fiz para o povo não depositar em mim a confiança que eu esperava? Foi a arrogância? O temperamento? A maneira de tratar as pessoas? O estilo de fazer política? A distância das ruas? As promessas que não convenceram? Ou simplesmente faltou a mim compreender aquilo que o eleitor estava dizendo?


HORA DE REFLETIR III 
A urna, gostem ou não, também é um espelho. E quando o resultado vem muito abaixo do esperado, mais importante do que procurar culpados é ter humildade para perguntar: onde foi que eu errei? Porque, na política, quem não aprende com a derrota corre o risco de repetir a história. 

 

Fotos: Gabriel Santos

Os namorados Renato Bataglini e Ana Júlia Denardi 

 

Os empresários Adriano Amaral e a esposa, Graciela Amaral 

 

O jornalista Juliano Vaka e a esposa, advogada, Tarsila Marzola 

 

O empresário Sílvio Galante e a cunhada, produtora rural, Shirley Mara Barbosa 

 

O empresário Adilson Foizer e o representante comercial Vicente Grosso

 

TOGAS 
Em dias de cão para o Judiciário em face da crise instalada no STF, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva foi eleito, e por aclamação, para presidir o Tribunal de Justiça de MS (TJMS) nos próximos dois anos. No discurso, logo após a eleição, ele apregoou o fortalecimento da instituição. 


PENSAMENTO DO DIA 
Cada decisão que tomamos é uma semente plantada no nosso destino.


NA LEMBRANÇA 
O escritor Edgar Allan Poe morreu no dia 7 de outubro de 1849, em Baltimore, EUA. Tinha 40 anos e estaria com hidrofobia, segundo o laudo emitido à época. Poeta e romancista, foi autor também de contos fantásticos. Sua obra mais famosa é o poema O Corvo (1845). Viveu uma vida boêmia e suas últimas palavras teriam sido "Deus, salve minha pobre alma".