A Academia Sul-Mato-Grossense de
Letras celebrou seus 55 anos de fundação com a posse da nova
diretoria para o triênio 2026-2029, em solenidade realizada no
último dia 30, em sua sede. Uma noite de celebração à literatura, à
memória e à inteligência de um Estado que também se escreve por meio
de seus grandes nomes. Pedro Chaves dos Santos Filho, eterno
professor de Matemática, empresário e homem cuja trajetória sempre
esteve profundamente ligada à educação de Mato Grosso do Sul,
assumiu a presidência da entidade, sucedendo Henrique de Medeiros,
que esteve à frente da Academia por nove anos. Santos Filho chega
com o compromisso de fortalecer ainda mais a instituição como
referência cultural, ampliar sua presença na sociedade, aproximar a
literatura das novas gerações, dos diferentes espaços de formação e
de conhecimento.
A nova diretoria tem Marisa Serrano na vice-presidência; Lucilene
Machado, secretária-geral; Sérgio da Cruz, secretário; Samuel
Medeiros, primeiro tesoureiro; e Américo Calheiros, segundo
tesoureiro. O titular da coluna fez questão de prestigiar a
solenidade, cumprimentar a nova gestão e testemunhar de perto a
continuidade de uma história construída por importantes
personalidades da literatura, da educação e da cultura
sul-mato-grossense. Afinal, uma Academia não guarda apenas palavras:
preserva ideias, eterniza talentos e mantém viva a identidade de um
povo. Que venham novos capítulos, novas vozes e muitas páginas de
inspiração! Confira alguns flashes…
O advogado Tiago Bana Franco com o
escritor Fábio Do Vale e o advogado Rodrigo Dalpiaz
A professora Ana Martins e o marido,
pesquisador da Embrapa, Luiz Orcírio de Oliveira
As escritoras Lenilde Ramos e Lucilene
Machado
As escritoras Theresa Hilcar e
Elizabeth Fonseca
A educadora Cecília da Motta e Eva
Katayama
A empresária Neca Bumlai e a mãe,
educadora, Reni Domingos dos Santos
A vice-presidente da ASL, Marisa
Serrano, e o presidente, Pedro Chaves dos Santos Filho
A desembargadora do TJMS Ana Ali
Garcia e a empresária Neca Bumlai
O empresário Paulo Santos com a
esposa, Stella, e o filho Paulo Chaves Filho
A coordenadora estadual da Casa da
Mulher Brasileira em Campo Grande, Carla Stephanini, e a eterna
professora Therezinha Samways
As escritoras Sylvia Cesco e Maria
Adélia Menegazzo
O diretor-presidente da Fundação de
Cultura de MS, Eduardo Mendes, e a esposa, Glauce Medeiros
O ex-presidente da ASL Henrique de
Medeiros e a esposa, Adriana Estivalet
DIVIDIR O BRASIL
VIROU PROJETO?
O vereador Rafael Tavares (PL), 41, parece não dispensar uma
polêmica nas redes sociais. Se a intenção é continuar
ocupando espaço na mídia, mesmo depois da condenação por
crime racial que, conforme decisão judicial, o impede de
disputar a próxima eleição, ou se quer simplesmente
provocar, fica a dúvida. A mais recente é um verdadeiro
plebiscito virtual para dividir o Brasil! Fez até mapa,
reunindo MS, SC, PR e RS de um lado, enquanto deixa MG, MT,
GO, SP, RJ, TO, ES e todo o Nordeste do outro. Uma espécie
de redesenho do mapa nacional por conta própria. O Brasil já
tem problemas demais para resolver. Em vez de alimentar
fantasias separatistas, seria mais produtivo discutir
soluções para unir o país. Afinal, polêmica não é projeto
político, muito menos proposta de desenvolvimento!
PERDAS
Em meados de 1980, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de
Campo Grande (AEACG) viveu seu mais intenso processo sucessório. O
eleito, Marco Antônio Maymone, trouxe um caldo de cultura moderno e
inovador. Professor universitário, pesquisador e mestre em
Tecnologias Ambientais, fez sua última viagem na sexta-feira, 30,
aos 76 anos, deixando um riquíssimo legado de honradez e consciência
cidadã.
DO DISCURSO AO BOLETO!
Uma empresária do ramo de perfumes tentou dar lição de
ideologia e lacrar contra quem não acompanha sua cartilha
política de direita, mas acabou virando assunto por outro
motivo. Internauta trouxe à tona informações sobre uma das
empresas com a qual ela atua, apontou dívida tributária
superior a R$ 1,3 milhão com o Governo do Estado. Segundo a
publicação, a cobrança ainda enfrenta resistência na
Justiça, com bons advogados na defesa. Pelo visto, antes de
fiscalizar a ideologia alheia, seria interessante dar uma
olhada nas próprias obrigações. No discurso, patriotismo; na
conta, uma pendência milionária!
PENSAMENTO DO DIA
Não me arrependo de nada do que fiz. Eu só lamento o tempo que
desperdicei com as pessoas erradas.
FIBRA FORTE!
Admirável o estoicismo, a força e a imensidão humana de
Tereza Domingos Name. Ela enfrenta com altivez uma rotina
das mais dolorosas para uma mulher que, em idade avançada,
encara gigantescos desafios sem destilar ódio e mantém a
antiga e reconhecida veia filantrópica.
POIS É…
Quando você percebeu que os jovens que foram resistência à ditadura
de 1964 e os idosos que lutaram pela manutenção da Democracia de
2026 são as mesmas pessoas? Sabemos o quanto foi duro, mas eles
sentiram na pele. Ditadura, nunca mais.
ADEUS
Uma notícia que não gostaria de dar aos amigos do homem que
comandou, em Campo Grande, o Grupo Femsa, distribuidor da
Coca Cola e da Heineken: Sebastião Teixeira partiu, no dia
1º de novembro, aos 76 anos, mas deixou uma história que
ninguém conseguirá apagar. Que Deus ilumine seus passos…
E AGORA, JOSÉ?
Não será preciso esperar muito para saber se Flávio Bolsonaro (PL)
é ainda o bambambã da direita. Os arranjos para a disputa das
presidências do Senado e da Câmara dos Deputados parece que estão
saindo fora de sua órbita. Dos EUA, Flávio manda avisar que apoia
Rogério Marinho (PL/RN) para o Senado, dando um chega pra lá
na senadora Tereza Cristina (PP/MS). Mas ela, de olho no pós-eleição
e no pós-fuga, mantém-se na disputa. Vão vendo…
NA LEMBRANÇA
Um dos maiores intelectuais da história do Brasil, Rui Barbosa
nasceu em 5 de novembro de 1849, em Salvador. Jornalista, escritor,
político abolicionista e diplomata, ele é um dos autores da primeira
Constituição republicana, de 1891. Ficou internacionalmente famoso
como a Águia de Haia, em 1907, ao representar o Brasil na II
Conferência da Paz, na Holanda. Fundador e um dos presidentes da
Academia Brasileira de Letras, só não conseguiu presidir o País. É
dele a frase que fecha a coluna de hoje: "A chave misteriosa das
desgraças que nos afligem é esta e só esta: a ignorância popular,
mãe da servilidade e da miséria". Em tempo: Rui Barbosa morreu em 1º
de março de 1923, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.