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fernandosoares_08-10-2026

A URNA TAMBÉM FALA I 
A abstenção em Mato Grosso do Sul chamou atenção neste primeiro turno: 482.860 eleitores não foram às urnas, o equivalente a 23,88% do eleitorado apto. O índice ficou acima dos 22,08% registrados em 2022.


A URNA TAMBÉM FALA II 
E daí, começa a procissão das explicações. Uns vão colocar a culpa em São Pedro, pelas fortes chuvas que castigaram várias regiões do Estado… De fato, dificultaram a locomoção em alguns municípios. Outros enxergarão algo mais profundo: será que uma parcela do eleitorado está perdendo o entusiasmo ou até a confiança na política?


A URNA TAMBÉM FALA III 
Quase meio milhão de sul-mato-grossenses preferiu ficar em casa. Chuva pode explicar uma parte. Mas talvez seja hora de a classe política olhar para esse número sem procurar desculpas e perguntar: o que estamos fazendo para reconquistar o eleitor que decidiu não sair de casa? Porque quando quase um em cada quatro eleitores não aparece, a ausência também manda um recado e a política deveria aprender a escutá-lo. 

 

Ó, DE CASA! 
Com cerca de 81,3 mil eleitores, as cidades-gêmeas Corumbá e Ladário não conseguiram eleger um único deputado, estadual ou federal, que tenha o domicílio eleitoral em seus territórios. E não foi por falta de candidato. O único corumbaense vitorioso nas urnas não mora lá, tem domicílio em Campo Grande e já é deputado estadual: Paulo Duarte (PSDB), que se reelegeu. 

 

RINGUE 
A campanha eleitoral recém-encerrada produziu grandes estragos nas relações afetivas entre familiares, parentes e amizades. As refregas mais contundentes ocorreram em Corumbá, Campo Grande e Ponta Porã. Teve médico dando pedrada em vereador. 

 

EXPERIÊNCIAS 
Não atiram em cachorro morto e não cospem no chão da política. São eles os deputados estaduais Zé Teixeira (PL), 86, e Londres Machado (PP), 84. Longevos e atuantes. Teixeira, o mais votado destas eleições, é o mais rico. 

 

FIEMS 
Iniciada em 1º de outubro, a formação em Comércio Exterior e Rota Bioceânica será encerrada hoje. Aberta com palestra do diplomata Flávio Bettarello, a iniciativa é do Centro Internacional de Negócios de MS (CIN/MS), do Sistema Fiems. O curso foi criado para instruir os interessados em adentrar neste novo filão de oportunidades e praticar diálogos e abordagens estratégicos.

 

DIA DELE 
Hoje é o dia de Luís Beltrán, que nasceu em Valência (Espanha), em 1526, e foi o tipo de jovem aventureiro, aberto aos desafios. Obediente à voz do Senhor, venceu a oposição do pai e ingressou na Ordem Dominicana para ser sacerdote. Na Colômbia, onde viveu, muito se ocupou com a salvação das almas, sem descuidar de profetizar e denunciar as injustiças cometidas contra os indígenas e, posteriormente, contra os negros escravizados. Ele assumiu cargos de direção na Ordem Dominicana, exerceu com grande eficácia o ministério da pregação, chegando a operar inúmeras conversões e a alcançar milagres. Seu pai, antes de morrer, declarou-lhe: “Meu filho, uma das coisas que mais me afligiu na vida foi ver-te frade, mas, hoje, o que me consola é saber-te frade!” São Luís Beltrán, rogai por nós! 

 

FORA DO SENADO I 
O presidente nacional dos Progressistas, senador Ciro Nogueira, do Piauí, tentou renovar o mandato, mas terminou a eleição em terceiro lugar e não conseguiu uma das duas vagas no Senado. Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) foram eleitos, enquanto Nogueira obteve 24,68% dos votos, segundo a totalização.


FORA DO SENADO II 
Depois de 16 anos no Senado, Ciro Nogueira deixa a Casa a partir de 2027. A política, como a urna costuma ensinar, também tem seus ciclos: quem ontem tinha mandato garantido, hoje, precisa explicar ao eleitor por que ficou pelo caminho. E o recado das urnas, seja para quem ganha ou para quem perde, é sempre o mesmo: o poder pertence ao eleitor e o mandato nunca é propriedade de ninguém.

 

Fotos: Gabriel Santos

Os empresários Fernanda e Guilherme Zahran 

 

Os empresários Luiz Carlos Mossin e a esposa, Regina Mossin 

 

Rafaela Pinheiro e o namorado, médico-veterinário, Pedro Pereira

 

As produtoras rurais Shirley Mara Barbosa e a mãe, Maria Barbosa Figueiredo

 

O comerciante de veículos Marcos Afonso Alves e o engenheiro agrônomo Yann Foizer

 

PENSAMENTO DO DIA 
Aprenda a calar a boca sobre sua vida. Às vezes, você confia seus segredos aos inimigos disfarçados de amigos.


NA LEMBRANÇA 
Se estivesse vivo, o bicampeão mundial Didi faria, hoje, 98 anos. Nascido Waldir Pereira, em Campos (RJ), ele encantou o mundo com sua habilidade. Meio-campista do Fluminense, Botafogo e Real Madrid, ele jogou as Copas de 1954, 1958 e 1962, atuando 74 vezes pela seleção e assinalando 21 gols, um deles de folha-seca, contra o Peru, nas Eliminatórias de 1957, que levou o Brasil à Copa. Apelidado de Príncipe Etíope, por Nelson Rodrigues, devido à elegância ao jogar, ele também é autor do primeiro gol da história do Maracanã, em 10 de junho de 1950. Didi, que morreu em 12 de maio de 2001, de câncer, tinha uma frase que resumia o futebol: "Treino é treino; jogo é jogo".