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fernandosoares_17-09-2026

A CADEIRA E A PRISÃO 
Alir Terra está presa preventivamente no âmbito da Operação Antidotum, do MPMS, que investiga suspeitas de fraudes na Santa Casa de Campo Grande. Agora, uma pergunta começa a circular pelos corredores da instituição: se vier a liberdade, será que ela continuará querendo a cadeira de presidente? Porque, diante da dimensão das suspeitas e do abalo provocado na imagem da Santa Casa, talvez o gesto mais forte fosse renunciar ao comando e deixar a instituição respirar. A defesa nega que ela tenha cometido ilícitos e deverá buscar a revogação da prisão, mas uma coisa é certa: a Santa Casa não pode ficar refém de uma cadeira, nem uma cadeira pode valer mais que a credibilidade de uma instituição centenária. 

 

INDIGNAÇÃO NA SANTA CASA 
As investigações conduzidas pelo Gecoc/Gaeco na Santa Casa de Campo Grande vêm causando indignação e perplexidade na sociedade. Nós, que tantas vezes estivemos de prontidão para ajudar a instituição, sentimos um gosto amargo de decepção diante das revelações que vieram à tona. A Santa Casa é patrimônio da população e merece transparência, respeito e, acima de tudo, credibilidade. Diante desse cenário, fica uma pergunta que ecoa entre aqueles que sempre defenderam a entidade: Alir Terra pode realmente voltar ao comando da Santa Casa? Para muitos, seria um absurdo e um retrocesso. A sociedade quer respostas e quer que a instituição volte a ser sinônimo de confiança. 

 

GUERRA NAS ESTRELAS I 
O empresário Urandir Fernandes, 63, deu um baita tiro nos próprios pés. É o mínimo que se pode inferir do ufólogo que inventou o ET Bilu e criou uma vila de pesquisas e contatos extraterrenos em Corguinho. Entrou com 14 ações judiciais contra jornalistas e órgão de imprensa que contestam seus achismos que, mesmo sem base científica, arrastam muitos seguidores.


GUERRA NAS ESTRELAS II 
Em paralelo, a Justiça Federal de Mato Grosso proibiu o Instituto Dákila Pesquisas de fazer incursões na terra Indígena Kayai para a realização do que seriam estudos sobre a suposta cidade de Ratanabá. A lenda urbana, sem base científica, diz que há cerca de 450 milhões de anos essa cidade teria sido habitada pela civilização Muril

 

SAUDAÇÃO EQUINA 
Diz o antigo ditado que quem fala demais dá bom dia a cavalo. Pois é o que está ocorrendo no âmbito de bastidores policiais e políticos pelos quais se desenrolam investigações sobre trambicagens milionárias na área de saúde em Mato Grosso do Sul. Verifica-se que as operações especiais na Central Estadual de Regulações e na Santa Casa chegaram à ponta de um gigantesco iceberg. De mamando a caducando, de súditos a majestades, parece que vêm mais escândalos por aí. 

 

MADRINHAS CONSTRANGIDAS  
As 30 madrinhas que deram o rosto, o nome e o prestígio para arrecadar recursos em jantares e leilões em benefício da Santa Casa de Campo Grande certamente estão vivendo um momento de constrangimento diante das denúncias reveladas pelo Gecoc/Gaeco envolvendo a presidente Alir Terra e seu ex-sócio de escritório de advocacia. Quem ajuda uma instituição filantrópica acredita estar contribuindo para uma causa nobre e não para alimentar dúvidas e suspeitas. Agora, resta esperar que as investigações esclareçam tudo e que a verdade apareça, doa a quem doer. Eita, Brasil cansativo! 

 

BODAS DE PÉROLA 
Há amores que o tempo não desgasta, lapida. Assim como a pérola, que nasce de um pequeno grão e transforma-se em joia, a história de Toninho Tibúrcio e Mônica Tosi chega aos 30 anos revestida de cumplicidade, carinho e muitas lembranças. No dia 25 de setembro, na residência do casal, a celebração será para brindar não apenas três décadas de casamento, mas a beleza de uma vida construída a dois, com amor, companheirismo e a certeza de que algumas histórias ficam ainda mais bonitas quando o tempo passa. 

 

ESQUECIDA? I 
Com quase 100 mil habitantes e ocupando o quarto lugar entre as cidades mais populosas de Mato Grosso do Sul, Ponta Porã vive um curioso e preocupante vazio de representação política: há 32 anos, não elege um deputado federal e há 12 anos, está sem deputado estadual.


ESQUECIDA? II 
Uma cidade daquele tamanho, com tanta importância econômica e estratégica na fronteira, não deveria estar elegendo apenas cabos eleitorais de outras regiões. Talvez esteja na hora de a população fronteiriça unir forças, olhar para dentro de casa e perguntar-se: até quando vamos mandar votos para fora e receber migalhas de representação de volta? A urna também pode ser um instrumento de cobrança. 

 

Fotos: Gabriel Santos

O competente presidente da Cassems, Ricardo Ayache, e o vice-governador de MS, José Carlos Barbosa (Republicanos)

 

A empresária Alessandra Fernandes e o marido, sócio-proprietário da BR Log, Madson Fernandes 

 

A candidata a deputada federal Rose Modesto (União Brasil) e o empresário Gustavo Faria Santos, o Baiano 

 

Michelle e o empresário e engenheiro civil Luciano Teixeira 

 

O empresário Renê Fernandes e a esposa, Luciana Fernandes

 

PEGOU MAL 
Depois do presidenciável Augusto Cury (Avante), que mentiu ser professor da Universidade de São Paulo, tem alguém mais aí mentindo no currículo? Tipo assim: dizendo que trabalhou na corte britânica para enganar os súditos trouxas do chamado Brasil?


PENSAMENTO DO DIA 
A vitória vem para quem luta. O milagre vem para quem tem fé. E a recompensa vem para quem confia.


NA LEMBRANÇA 
O poeta angolano António Agostinho Neto completaria, hoje, 104 anos. Nascido em uma pequena aldeia perto de Luanda, ele era também um militante político que trabalhou ativamente pela emancipação de Angola e por isto foi preso várias vezes. Fundador do Movimento Anticolonial e presidente do Movimento Popular para Libertação de Angola, acabou sendo o primeiro presidente do país. Uma de suas frases mais famosas é esta: "Eu vivo nos bairros escuros do mundo, sem luz nem vida". Agostinho Neto morreu em 9 de setembro de 1979, em Moscou, vítima de um câncer.