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fernandosoares_05-08-2026

NOVE POR UM
Bastou uma rápida olhada na lista de alguns pré-candidatos para perceber-se que há gente entrando na disputa apenas para cumprir tabela. Falta voto, falta densidade política e, em alguns casos, falta até motivo para acreditar na própria candidatura. Nos bastidores, a avaliação é de que determinado partido conseguiu reunir um verdadeiro “time de figurantes” na corrida por uma vaga à Câmara Federal. A ironia que circula é impiedosa: se os nove nomes se juntarem não farão um candidato competitivo. Do jeito que está, há quem diga que o maior adversário não será o concorrente, mas a matemática das urnas.

 

CHAPA ENCORPADA
Nos bastidores da política, a avaliação é de que o Avante montou uma chapa competitiva para a disputa de deputado estadual. Com 23 indicações na nominata, o partido alcança o número considerado suficiente para formar uma legenda consistente. O principal beneficiado pode ser o deputado estadual e primeiro-cavalheiro da Capital, Lídio Lopes, que passa a ter um cenário mais favorável na busca pela reeleição. A matemática das urnas dirá se a estratégia foi a correta.

 

DISPUTA
A sucessão ao Governo de Mato Grosso do Sul também já começa a ganhar forma. Até o momento, cinco candidaturas estão praticamente confirmadas: A do governador, Eduardo Riedel (PP), que buscará a reeleição; a de Fábio Trad (PT); do economista Renato Gomes (DC); de Lucien Rezende (PSOL) e a de Jefferson Bezerra (Agir). Hoje, o Partido Novo deve homologar o nome de João Henrique Catan. A tendência é de uma campanha marcada por fortes debates, diferentes projetos de Estado e a tradicional polarização que costuma dominar as grandes disputas eleitorais.

 

SETE NA DISPUTA
A corrida por uma das duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul começa a ganhar contornos bem definidos. Até o momento, sete candidaturas estão praticamente confirmadas: Luiz Lemos (DC), Daniel Júnior (Agir), Beto do Movimento (PSol/Rede), Vander Loubet (PT), Capitão Contar (PL), Reinaldo Azambuja (PL) e Soraya Thronicke (PSB). Com tantos nomes de peso e perfis distintos, a disputa promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos, exigindo estratégia, fôlego e muito voto para conquistar um lugar na Câmara Alta.

 

ELES & ELAS I
Antes de ir a Flávio Bolsonaro (PL), a senadora Tereza Cristina (PP) já estaria sabendo que seu partido não a autorizaria a ser vice do filho número 1 de Jair Bolsonaro. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, quer ter na manga uma carta para jogar com Lula se o presidente for reeleito. É… Tereza Cristina foi a Roma e viu o Papa, mas não houve ceia.


ELES & ELAS II
O não do PP à liberação da senadora Tereza Cristina para vice de Flávio Bolsonaro (PL) e a desistência de Nelsinho Trad (PSD) da reeleição ao Senado são vistos como fatos positivos pela direita guaicuru. A avaliação otimista é esta: o palanque de Eduardo Riedel (PP) amplia sua capilaridade eleitoral para outubro de 2026 e ainda semeia vigorosas raízes para a sucessão campo-grandense de 2028.

 

COINCIDÊNCIA?
Depois da repercussão das declarações do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai, eis que uma curiosa coincidência surgiu no Festival Bonito CineSur: o filme ¿Quién Mató a Narciso?, de Marcelo Martinessi, sobre a ditadura paraguaia de Stroessner, acabou consagrado como o grande vencedor da categoria de Melhor Longa Sul-Americano. Há quem diga que foi apenas o talento da produção. Outros preferem brincar que o tema envolvendo o país vizinho acabou entrando de vez na pauta. Coincidência ou não, o Paraguai saiu do debate político direto para o tapete vermelho.

 

PATINANDO I
Mal começaram a circular pelas ruas de Campo Grande e as patinetes elétricas já enfrentam um velho problema: o vandalismo. Das 400 unidades disponibilizadas pela empresa Jet em caráter experimental, cerca de 40 já foram alvos de depredação. Um número que assustou a empresa, justamente em uma fase de avaliação do serviço.


PATINANDO II                                
Depois, quando investimentos deixam de vir para a cidade, sempre aparece quem pergunta o motivo. A resposta, muitas vezes, está no comportamento de uma minoria que insiste em estragar o que é de todos.

 

CANALHAS?
Durante a convenção do Republicanos, em Campo Grande, a vereadora de Dourados Isa Marcondes, 47, ao apresentar-se como candidata a deputada federal, elevou o tom do discurso. Disse que entra na disputa para mudar a política sul-mato-grossense e “colocar os canalhas para trabalhar”. A declaração repercutiu imediatamente nos bastidores, já que foi interpretada como um duro recado à classe política do Estado. Agora resta saber quem vestirá a carapuça.

 

Fotos: Gabriel Santos

O candidato ao Senado pelo PL Reinaldo Azambuja e o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy (PSDB)

 

O secretário de Governo e Relações Institucionais da Capital, Ulisses Rocha, e o coordenador político do PL/MS, Marcus Vinícius Saucedo Perez, carinhosamente chamado de Markito

 

O secretário de Governo e Gestão Estratégica de MS, Rodrigo Perez, e o candidato a primeiro suplente de senador do Capitão Contar (PL), Cláudio Mendonça

 

O delegado de Polícia Civil Bruno Urban e o pecuarista Bruno Pedrossian

 

O secretário-chefe da Casa Civil do governo de MS, Walter Carneiro, com o vice-governador de MS, José Carlos Barbosa (Republicanos), e o deputado estadual Oswaldo Mochi Júnior, o Júnior Mochi (MDB)

 

PENSAMENTO DO DIA
Às vezes, você está contando seus sonhos para quem não quer ver você vencer.

NA LEMBRANÇA
Nascido João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, no dia 5 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, o jornalista contista e teatrólogo João do Rio foi uma destas figuras emblemáticas da antiga capital do Brasil. Boêmio e bem-humorado, Paulo Barreto ou João do Rio (ou Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude etc.) morreu aos 39 anos. Na época, dirigia o jornal A Pátria, fundado por ele mesmo, e era membro da Academia Brasileira de Letras. Tradutor de Oscar Wilde, escreveu os livros Dentro da Noite, A Mulher e os Espelhos, Crônicas e Frases de Godofredo de Alencar, A Alma Encantadora das Ruas, Vida Vertiginosa, Os Dias Passam, As Religiões no Rio e Rosário da Ilusão. Um de seus últimos escritos, feito na véspera de sua morte, fecha a coluna de hoje: "Eu apostaria a minha vida… dois anos ainda, se houver muito cuidado, segundo o Rocha Vaz, o Austregésilo, o Guilherme Moura Costa e outras sumidades…"